Mel
Doce, levemente ácido e com um toque salgado que lembra queijo; valorizado por chefs.



Painel · Espécies
Tetragona clavipes(Fabricius, 1804)
Abelha nativa sem ferrão
Populosa e valente, a borá defende o ninho mordiscando e se enroscando nos cabelos — e produz um dos méis mais curiosos entre as abelhas sem ferrão.
Também chamada de vorá · jataizão · cola-cola · vamos-embora
Nome popular
Borá
Nome científico
Tetragona clavipes
Família
Apidae
Tribo
Meliponini
Grupo
Abelhas-sem-ferrão
Ferrão
Atrofiado — não funcional
Distribuição
Ampla na América do Sul: da Amazônia ao Sul do Brasil, Guianas, Colômbia, Peru, Bolívia, Paraguai e Uruguai

Características
Operárias de 6 a 8 mm, de corpo alongado — lembra uma jataí maior, daí o apelido jataizão.
Marrom-escura, com asas mais longas que o corpo.
Bastante defensiva, sobretudo nas horas quentes do dia.
Morde, se enrola nos cabelos, tenta entrar em orifícios e deposita própolis sobre invasores.
Ocorre da Amazônia ao Sul do Brasil e prefere ocos de árvores vivas.

Criada em células reais construídas na periferia dos favos.
Muitas campeiras; há registros de operárias que também põem ovos.
Vêm de ovos não fecundados e saem da colônia para acasalar.
Colônias muito populosas: em média 7 mil e até cerca de 10 mil abelhas.
Operárias guardiãs vigiam a entrada e reagem ao menor sinal de perigo.
Estrutura da colônia

Ocos de árvores vivas, em média a 3,6 m de altura.
Fenda elíptica, sem tubo, revestida por camadas de própolis endurecida.
Favos de cria compactos em espiral (helicoidais), envoltos por camadas de cerume.
Potes de cerca de 3 cm de altura, com grande estoque de pólen.
Estrutura do ninho
De fora para dentro

Troncos de árvores vivas, geralmente acima de 3 m do chão.
Viscosa, reveste a entrada e é usada para imobilizar invasores.
Camadas de cerume envolvem os favos de cria.
Adapta-se a caixas racionais, mas é sensível ao ataque de forídeos.
Materiais

Cera
Secretada por glândulas do abdômen das operárias.

Cerume
Cera misturada a resinas: material dos favos, potes e tubos.

Resina
Coletada de plantas pelas operárias mais velhas.
Cera + resinas → cerume · resinas → própolis

Vira um mel doce, levemente ácido e com toque salgado.
Armazenado em grande quantidade nos potes.
Usada no cerume e na própolis da entrada.
Da flor ao alimento
Visita girassol, butiá, pequizeiro, murici, araçá e plantas da família das mirtáceas.

Polinizadora
Pequena abelha.
Grande impacto ecológico.
Com colônias populosas e grande coleta de pólen, a borá é apontada como uma espécie com potencial para a polinização de cultivos.
Doce, levemente ácido e com um toque salgado que lembra queijo; valorizado por chefs.

Forma o invólucro, os favos e os potes.

Viscosa, usada na entrada e na defesa do ninho.

Estocado em grande volume para alimentar a cria.

América do Sul e Central
Florestas da Amazônia à Mata Atlântica e ao Cerrado.
Aceita caixas racionais, mas exige manejo cuidadoso por ser defensiva.
Mirtáceas, girassol, butiá, pequizeiro e murici.
Distribuição · Ampla na América do Sul: da Amazônia ao Sul do Brasil, Guianas, Colômbia, Peru, Bolívia, Paraguai e Uruguai.
O apelido jataizão vem da semelhança com a jataí — só que maior.
Seu mel mistura doce, ácido e salgado, um perfil raro entre os méis.
Pode imobilizar invasores cobrindo-os com própolis.
A espécie está em revisão taxonômica: populações do Sudeste podem não ser a mesma espécie descrita por Fabricius.
Ficha técnica
Fontes científicas